Tripulante de naufrágio ocorrido no Rio Grande do Sul evocado em 1889

Quando alguns Espíritas se chocam com práticas do Espiritismo que não são as mesmas por eles praticadas, logo vem a expressão: Isso não é Espiritismo! Isso não é uma prática Kardecista!

Só que as vezes isso que é apontado como não Kardecista é exatamente o que Kardec ensinava e encorajava que os outros praticassem tanto quanto e como ele.

Esse tipo de postura é comumente observada quando se fala de evocação! As evocações espíritas deixam alguns espíritas de cabelo em pé. E alguns estudiosos de outros autores que não Allan Kardec passam a levantar falsos argumentos para justificar que não se deve aderir a tal prática. O mais comum dos argumentos é dizer que isso era algo necessário somente durante o surgimento do Espiritismo. Esse argumento é acompanhando do seu complemento: somente Allan Kardec tinha condições de realizar tais práticas devido sua condição moral, intelectual e sua nobre missão etc.

Essa é ótica de quem vai mais pela cabeça de Espíritos Escritores do que pelo pensamento do próprio fundador da Doutrina Espírita.

Na Revista Espírita, Allan Kardec repete os ensinos que constam em O Livro dos Médiuns a respeito da evocação e além disso dá inúmeros exemplos dessa prática espírita. Esses exemplos partem das correspondências dos espíritas assinantes da Revista Espírita que de toda a Europa e de todo o mundo compartilhavam com Allan Kardec o resultado das suas experiências.

Quando se diz do mundo inteiro é preciso considerar isso como um fato. Segue abaixo um trecho do jornal O Cearense da data de 7 de Setembro de 1889 no qual consta a publicação da evocação de um dos tripulantes de um navio naufragado em Curitiba. A evocação consta na coluna do Centro Espírita de Curitiba no periódico Dezenove de Dezembro.